O primeiro capítulo , ‘Sobre a comunicação ’, fornece insights sobre as primeiras formulações de Bohm quanto ao significado do diálogo , em especial a maneira pela qual a sensibilidade ‘à similaridade e à diferença ’ se tornou parte do trabalho do cientista , do artista e das comunicações do dia-a-dia . O ensaio é premonitório em seu modo de falar sobre o ‘ouvir ’, uma questão frequentemente mal compreendida no processo do diálogo . Ouvir , no contexto dialógico , é muitas vezes interpretado como uma sensibilidade profunda, cuidadosa e empática em relação às palavras e significados produzidos pelos membros do grupo. No entanto, ouvir faz parte do diálogo. Bohm delineia aqui uma concepção diferente de ouvir, na qual erros de percepção da fala de alguém podem levar ao surgimento de novos significados. Entender esse ponto é essencial para a compreensão do que ele acabou por denominar o ‘fluxo de significados’.
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sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Ouvir é permitir a presença do outro.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Comunicação a favor do diálogo.
Durante as últimas décadas, a tecnologia moderna (...) as viagens aéreas e os satélites, teceu uma rede de comunicações que põe cada parte do mundo em contato quase instantâneo com todas as outras. (...) Ainda assim, em que pese esse sistema mundial de ligações, há, neste exato momento, um sentimento generalizado de que a comunicação está se deteriorando em toda parte, numa escala sem precedentes. As pessoas que vivem em diferentes países, com sistemas políticos e econômicos diversos, são muito pouco capazes de falar umas com as outras sem brigar. E, dentro dos limites de uma única nação, as diferentes classes sociais, econômicas e os grupos políticos caíram num padrão semelhante de incapacidade de entendimento mútuo. (...)
Dada a insatisfação disseminada com o estado de coisas acima descrito, tem havido um crescente sentimento de preocupação, cujo objetivo é resolver o que agora comumente se chama de 'problema de comunicação'. Contudo, quando se observa os esforços para tanto, nota-se que os diferentes grupos que neles se empenham não são capazes de ouvir uns aos outros. O resultado é que a própria tentativa de melhorar a comunicação leva com frequência a ainda mais confusão. E o consequente sentimento de frustração faz com que as pessoas se inclinem cada vez mais para a agressão e a violência, em vez do entendimento mútuo e da confiança.
Comunicar significa fazer juntos.
A comunicação só pode levar à produção de algo novo se as pessoas forem capazes de ouvir livremente umas às outras. Ouvir sem preconceitos e sem tentar influenciar-se mutuamente. (...) Assim , se as pessoas quiserem cooperar (isto é, literalmente , ‘trabalhar juntas ’, precisam ser capazes de criar algo em comum : alguma coisa que surja das suas discussões e ações mútuas, em vez de algo que seja transmitido por uma autoridade a outros que se limitem à condição de instrumentos passivos.
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